|
Os extremófilos são microrganismos que vivem em ambientes extremos, insuportáveis à maioria dos seres vivos. Podem ser organismos: > Termófilos , quando vivem em ambientes com temperaturas entre 70-120 ºC, como nas fontes hidrotermais oceânicas de origem vulcânica (por ex. nos quatro campos termais situados a sul dos Açores, na cadeia montanhosa submarina denominada Crista Média Atlântica); > Acidófilos, quando vivem em meios muito ácidos; > Alcalófilos, quando vivem em meios muito básicos como a soda cáustica; > Psicrófilos, quando vivem em temperaturas muito baixas do Árctico e do Antárctico; > Halófilos, quando vivem nas salinas; > Barófilos, quando vivem a pressões muito elevadas como nas fossas submarinas, a muitos quilómetros de profundidade, resistindo a pressões elevadas. Há organismos que combinam mais de um tipo de extremofilia. Um organismo que foi isolado nos Açores é termófilo e halófilo, isto é, gosta de sal e de temperaturas elevadas; outro é termo-acidófilo, por gostar de temperaturas elevadas (80º) e de meios ácidos, de pH=2 (se colocarmos o dedo neste tipo de ambiente ficamos queimados!). As condições em que vivem os extremófilos, letais para o ser humano, fazem com que investigadores, em todo o mundo, estudem a biologia e a bioquímica destes organismos. Por exemplo, a maioria das enzimas degradam-se aos 40-50 ºC, mas as enzimas dos extremófilos não, pelo que pode-se utilizar o conhecimento da estabilidade destas enzimas para desenhar proteínas mais estáveis. |
